Por Lucio Silva
O andar levemente acelerado e uma expressão serena revelava um homem que sempre tinha algo a fazer. Conta a literatura local que Jomar Moraes sempre chegava primeiro e saía por último nas reuniões corriqueiras da Academia Maranhense de Letras, ao qual foi dirigente por 20 anos. A humildade e a dedicação de Jomar esvaia-se largamente em relatos e bibliografias escritas sobre este ícone literário maranhense.
Sobre humildade, o advogado formado pela Universidade Federal do Maranhão iniciou sua carreira profissional como soldado da Polícia Militar, ao qual se orgulhava, tornando-se sargento e, sempre resiliente, focando-se na literatura, na arte e na cultura para subir na vida. Foi Diretor do Serviço de Administração da Secretaria de Educação e Cultura (1970-71); diretor da Biblioteca Pública do Estado (1971-73); diretor do Departamento de Assuntos Culturais da Fundação Cultural do Maranhão (1973-75); diretor do Serviço de Imprensa e Obras Gráficas do Estado-Sioge (1975-80); diretor do Departamento de Assuntos Culturais da Universidade Federal do Maranhão (1981-85); secretário de Estado da Cultura do Estado do Maranhão (1985-87) e entre outros espaços extremamente importantes em organizações federais e estaduais do governo.
O acervo literário de Jomar Moraes reunia excedentes 30 mil exemplares, doado por ele mesmo ainda em vida para a Universidade Federal do Maranhão em 2015. O imenso e importante acervo, que reúne trabalhos espetaculares ainda não chegou à Ufma, considerando que seria transportado para a nova biblioteca da instituição, com sua entrega, que não foi feita pela reitora que sucedeu Natalino Salgado. Hoje (14/08), o imortal da literatura maranhense, completa três anos de falecimento, deixando memórias, estudos e registros de um maranhão incrível, que só se vê por meio de suas obras.
Obras exclusivas de Jomar Moraes:
Seara em Flor (1963); Graça Aranha (1968); Vida e Obra de Antônio Lobo (1969); Bibliografia crítica da literatura maranhense (1972); Guia histórico da Biblioteca Pública Benedito Leite (1973)
Tributo & desenvolvimento (1975); Apontamentos de literatura maranhense (1976); O físico e o sítio (1980); O rei touro e outras lendas maranhenses (1980); Guia de São Luís do Maranhão (1989); Ana Jansen, rainha do Maranhão (1989); Gonçalves Dias: vida e obra (1998).
