Para contextualizar, lembre-se que na recente eleição
presidencial, o Tribunal Superior Eleitoral divulgou um teto de gastos de
campanha para orientar os candidatos aos cargos eletivos sobre uso de dinheiro
e financiamento de campanha. Muito oportuno, tendo em vista que um levantamento
realizado em 2014 sobre a previsão de quanto os candidatos à presidência
gastariam nas suas campanhas eleitorais indicou uma exorbitante enxurrada de
dinheiro que ultrapassou R$ 900 milhões. Mas é de se imaginar que as campanhas eleitorais
são sempre um grande negócio, seja para o mercado gráfico, artístico, de
empresas de comunicação, logística e articulação política. De fato, para estes
ramos do mercado, as campanhas eleitorais fazem parte do “core business”
empresarial.
Nas campanhas eleitorais do universo acadêmico, de candidatas
e candidatos à reitoria e vice-reitoria, notam-se algumas semelhanças,
sobretudo no que tange ao sistema vicioso de gastos, embora em menor escala. Lembrando
que na Uespi, por exemplo, mesmo que não obrigatório, os candidatos são solicitados
a informar a previsão com gastos de campanha e suas fontes de recurso. Vale
lembrar que na Uespi os candidatos têm 30 dias para realização de campanha.
Para além disso, na Universidade Federal do Maranhão, que está
em pleno processo de sucessão da administração superior, com quatro candidatos
a reitor e 7 a vice-reitor, os esforços para chegar aos cargos máximos de
administração da instituição já iniciaram ultrapassando singelos valores, famosos
“trocos de pão”, com contratos de grandes atrações de visibilidade internacional,
que possuem no currículo o XIX Festival Internacional de Teatro Cômico da Maia,
em Portugal, ao sucesso na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro. E este é só o começo.
Vamos esperar para ver até onde vamos chegar no final da campanha.